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terça-feira, 13 de julho de 2010

Carta de Um Bebê - Tô tão sensível hoje!!!!

Querida mamãe,
Esta noite acordei estranhando o silêncio. Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. Coloquei a boca no trombone e você veio. Ainda bem! Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo, mas não tente negar: você estava com pressa para ir dormir outra vez.
Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo tão calmo, um silêncio, nós dois juntinhos. Estava legal e eu perdi o sono. Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar e resolveu me fazer dormir. Eu não queria dormir. Talvez eu precisasse de mais dez minutos, meia hora.
Mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai. Eu não queria o papai e todos fomos ficando muito irritados. No final das contas acordei a casa inteira cinco vezes. De manhã nossa família estava com cara de quem saiu do baile. Acho que estraguei tudo.
Imagina, você chegou a dizer para o papai que eu estou com problema de sono. Eu não! Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer mais ficar comigo. Os adultos tem hora certa para tudo mas eu ainda não entendi essas de relógio e tarefas estafantes que as pessoas grandes precisam fazer. Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha.
Do alto dos meus três meses ainda não descobri direito que você é uma pessoa e eu sou outra. Um dia, eu vou sair por aí, vou saber telefonar e posso lhe deixar doida para saber o que ando fazendo e então você vai entender como me sinto agora.
Mas não precisamos dessa guerra mamãe. Até lá já poderemos nos entender inclusive através das palavras.
Sinto a angústia da separação, pois terminei de viver uma das grandes. Você também, mas vive tudo isso como adulta consciente. Eu ainda vivo no inconsciente.
Por enquanto nossa comunicação direta fica restrita aos nossos sentimentos inconscientes. Eu não sei nada, tudo é novo para mim. Você pode até achar que não sabe nada e que tudo é novo para você, mas eu vou aprender o que você me ensinar através da sua sensibilidade, dos seus sentimentos em relação a mim.
Sabe, mamãe, se você quer um conselho, vou dar: quando eu chorar à noite, não salta logo para meu berço desesperada, como se o mundo fosse acabar.
Espere um pouquinho, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja o seu coração. Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência, pois nós, bebês, somos muito sensíveis aos sentimentos dos adultos, especialmente os da mamãe. Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar até o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficarem bem fechados, minhas mãos e pernas bem molenguinhas, aí sim pode me colocar de volta no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez.
Conforme você for desenvolvendo sua paciência mamãe, eu estarei desenvolvendo minha tranqüilidade e nós não teremos mais noites infernais; apenas noites de mamãe/bebê, que um dia passam, como tudo na vida.
Sempre seu,
Gu-gu dá-dá!
(Livro Bebês de Mamães Mais que Perfeitas -http://www.centauroeditora.com.br/)

Ana Paula Soares

TCHAU, CHUPETA! TCHAU, MAMADEIRA!

Por Miriam Temperani
Fonte: Revista Baby & Cia / ed.1.6
O que fazer quando se torna necessária a substituição ou total retirada dos bicos de mamadeiras e chupetas das crianças? Quando apegadas desde o nascimento, essa mudança pode gerar insegurança e estranhamento aos pequenos. Mas não são só eles que ficam apreensivos com o momento de abolir esses acessórios de suas vidas. Os pais também entram em pânico para fazê-lo de modo que não cause tantos traumas.
O momento certo
Segundo a fonoaudióloga Cristiane Pivante, a fase ideal para a retirada desses objetos deve ser por volta dos dois anos, quando a criança já deve ter uma alimentação compatível com a de um adulto. Assim, o leite deve ser oferecido em copos. Porém, a mudança tem de ser apresentada à criança bem antes. “Essa transição pode ser feita a partir de um ano de idade com bico no copo, passando para canudo, até chegar ao copo propriamente dito”, alerta Cristiane.
Problemas
Outros problemas – como a incorreta movimentação da língua durante a fala, a flacidez da musculatura facial e o estímulo à respiração bucal – podem aparecer com os maus hábitos bucais causados por: mamadeira; chupeta; e chupar o dedo. Quanto maior a duração, frequência e intensidade da criança ao fazer esses hábitos, maiores serão os danos. Problemas dentários também podem surgir.
Segundo a cirurgiã-dentista Renata Hajaj, o uso excessivo e prolongado da chupeta pode causar alteração na arcada dentária e na posição dos dentes. “Se o uso for até os dois anos, não haverá problemas, mas, se passar dos quatro anos, essa criança poderá ter problemas permanentes na arcada dentária, tendo de utilizar aparelhos de ortopedia funcional para correção até o nascimento dos dentes permanentes”, conclui Renata.
Seja qual for o método escolhido, tenha sempre em mente que o que está fazendo é para o bem e a saúde do seu filho. Nunca é cedo ou tarde demais para iniciar mudanças que trarão muitos benefícios positivos para a infância dele.

Confira algumas dicas para retirar a chupeta e a mamadeira sem transtornos:
- Se a criança estiver muito acostumada com a chupeta, comece substituindo o modelo convencional por um ortodôntico, que é menos prejudicial.
- Tire a chupeta da boca da criança assim que ela adormecer. Dessa maneira, ela vai se acostumando a ficar sem o objeto ou a usá-lo somente à noite.
- Não use prendedores de chupetas nas roupas das crianças. Isso incentiva o uso quando ela estiver acordada, prejudicando a fala.
- Se você deixou passar mais de dois anos, reforce a ideia de que crianças mais velhas não usam chupeta, nem mamadeira, pois elas adoram sentir que já são crescidas.
- Incentive a criança a dar todas as chupetas e mamadeiras para alguém. Vale Papai Noel, coelhinho da Páscoa, fada da chupeta. Mas não insista. Deixe que ela tome a decisão sozinha. Caso aceite, não volte atrás. Seja firme e ensine-a que nem sempre podemos reverter uma decisão.
- Por volta de um ano, substitua a mamadeira por um copo colorido com o qual ela possa sugar o leite com um bico nele e, aos poucos, trocar o bico por um canudo até a criança começar a beber leite no copo sem uso de nenhum acessório.
- Compre e personalize o copo ou a caneca, com o nome da criança ou de seu personagem predileto para estimular o uso, e ofereça o leite sempre nesse objeto.
- Deixe que ela peça a chupeta e a mamadeira nessa fase de transição. Se ela não pedir, é sinal de que está se acostumando a ficar sem esses acessórios.
- Nada de compensar com doces, nem de oferecer algo que ela queira muito para deixar a chupeta e a mamadeira. Isso pode gerar conflitos sérios mais adiante.
- Aproveite quando ela tiver um resfriado, porque é comum a criança não querer a chupeta pela congestão nasal, e tire-a de vista, dando somente se ela pedir.
- Use um brinquedo ou ursinho para essa transição, oferecendo à criança em vez da chupeta na hora de deitar.
- Converse com outros pais sobre o assunto. Às vezes, a troca de experiências pode ajudá-la a ter novas ideias para ajudar o seu filho.
- Faça mudanças no quarto da criança, como trocar o berço pela cama, ou altere a rotina da hora de dormir, explicando que, a partir daquele momento, chupeta e mamadeira não fazem mais parte dessa nova rotina.
- Não coloque substâncias ruins nos bicos, nem ameace a criança caso ela não queira deixar o hábito. Chantagem não vai ajudar em nada, pelo contrário, só vai atrapalhar.
- Se ela reagir muito mal à retirada, não desanime, nem volte atrás. Restrinja o uso da chupeta somente à noite, e o da mamadeira, uma vez ao dia, por exemplo.
- Elimine o hábito de substituir esses objetos por novos. Com o tempo e o desgaste dos materiais, pode ser que seu filho largue por si só a chupeta e a mamadeira.
- Pegue o calendário e estipule uma data para que isso ocorra e o lembre sempre de que ela está chegando, marcando com caneta colorida todo dia, pintando e colocando adesivos no “dia D”. Na data, faça um bolo ou uma sobremesa e comemore com seu filho, sempre incentivando e mostrando que uma fase foi superada e deixada para trás. Caso a criança aceite, já sabe, não a deixe voltar atrás. Aja com segurança, que seu filho vai sentir e confiar em você.
- Se ele frequentar a escolinha, peça ajuda às professoras e assistentes e não mande a chupeta e a mamadeira na bolsa da criança para incentivá-la a passar por esse período sem os acessórios.
- Não deixe seu filho substituir a chupeta pelo dedo. Chupar o dedo é mais prejudicial ainda, pois “empurra” os dentes para frente, prejudicando ainda mais. Nesse caso, peça orientação ao pediatra para ajudar a resolver a questão.
- Converse com seu filho, explique a ele que é hora de deixar os acessórios e sempre demonstre muito amor, carinho e compreensão. Às vezes, não é preciso mais nada.


Ana Paula Soares

terça-feira, 29 de junho de 2010

Tá difícil fazer seu filho te obedecer???? Leia estas dicas...

“Tudo o que eu peço, ela faz o contrário. Às vezes, perco a cabeça”, conta a cabeleireira Marlene Dias, mãe de Monique, 5 anos. Como ela, muitas mães sentem dificuldade em fazer com que os filhos obedeçam. Com ajuda de especialistas em educação e psicologia infantil, selecionamos dicas que vão acabar com essa tormenta e permitir um desenvolvimento mais tranquilo e saudável para o seu filho - e menos cansaço para você.
1. Eduque sem culpa

Entender que existem regras faz parte de um importante processo de aprendizagem da criança. Por isso, os pais devem sentir-se autorizados a educar. “Eles têm essa função e serão cobrados por isso”, diz Isabel Kahn, psicóloga e professora da PUC-SP. Os pais que trabalham devem administrar o sentimento de culpa. “Quando a mãe explica que precisa trabalhar, o filho pode sentir falta dela, mas ele compreende a situação”, garante.

Por isso, os especialistas são unânimes em afirmar: nada de tentar compensar a ausência por meio da superproteção ou de permissividade. “Ao perceber que os pais se sentem culpados, a criança pode adotar comportamentos manipuladores”, alerta a psicanalista Patrícia Nakagawa, mestre em psicologia escolar, aprendizagem e desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo.


2. Crie um bom vínculo afetivo

Demonstre carinho, converse e brinque. Assim, você cria uma maior cumplicidade com a criança. Segura de que tem a atenção dos pais, ela aprende que não precisa recorrer à desobediência para chamar a atenção. Dessa maneira, quando você precisar impor uma regra, a criança compreenderá mais facilmente que há momentos em que ela deve obedecer.

“Para criar um bom vínculo com uma criança não é preciso dar presentes ou mimar demais, mas brincar com ela”, afirma a psicóloga Suzy Camacho, autora do livro “Guia Prático dos Pais” (Edit. Paulinas). Ao chegar do trabalho, dedique pelo menos 15 minutos para brincar. “A qualidade da interação é muito mais importante do que a quantidade”, completa a psicóloga Juliana Nutti, que é doutora em Educação pela UFSCAR e coordenadora do curso de especialização em Psicopedagogia do Centro Universitário Central Paulista.


3. Valorize o papel da criança

Seu filho precisa conhecer a importância dele na família. Para isso, é bom que ele tenha o seu lugar reservado na mesa de jantar e seja ouvido pelos pais. “A criança deve saber que obedecer aos pais contribui para o desenvolvimento de uma dinâmica familiar harmoniosa, na qual todos são recompensados”, explica Juliana Nutti.


4. Crie uma rotina

Utilize o bom senso e estabeleça uma rotina para o seu filho. “A rotina é fundamental, pois traz segurança e faz com que a criança se sinta cuidada. Aos poucos, dê-lhe uma certa autonomia para executar pequenas ações sozinhos. A criança gosta de sentir-se capaz”, garante Adriana Tanasovici, psicopedagoga do colégio SAA, em São Paulo. Uma rotina bem adaptada ao ritmo da criança reduz a ansiedade, faz com que ela se lembre de algumas tarefas cotidianas, como escovar os dentes após as refeições, e tenha um sono de qualidade.

5. Dê ordens claras

Dialogue sempre, use linguagem adequada à faixa etária da criança e tom firme. Ao dar uma ordem, olhe nos seus olhos da criança. É preciso persistência, mas psicólogos garantem que funciona: “Diga o que ela deve fazer uma única vez. Aguarde alguns minutos e verifique se ela já fez o que você pediu. Se não, pegue-a pela mão e a acompanhe na execução. Repita até que ela se condicione a atendê-lo”, diz Suzy Camacho.


6. Esteja preparado para lidar com a desobediência

Ao desobedecer, a criança busca uma satisfação momentânea, nem sempre o seu objetivo é afrontar o adulto. Por isso, aja com calma e firmeza. “Não se pode dizer não aleatoriamente, mas é fundamental sustentá-lo quando for preciso, pois a criança tem que saber que ela não pode pular uma janela ou não deve agredir o coleguinha”, ressalta Isabel Kahn.

7. Diante da birra, fique firme

Quando a criança começar a fazer birra, mantenha a calma. Reforce que você não poderá atendê-la naquela hora e seja objetiva. “Se estiver em público, não se preocupe com os comentários ou olhares das pessoas. Também não faça discursos ou ameaças enquanto a criança estiver chorando. Apenas tente desviar a atenção dela para outra coisa, mas não ceda”, afirmou Suzy Camacho. “Os pais precisam ouvir as necessidades da criança, não a birra”, observou Adriana Tanasovici.


8. Oriente a babá

Combine com os cuidadores as diretrizes da educação do seu filho.“Esse diálogo é imprescindível para que não se estabeleça um relacionamento conflitante e a criança fique confusa”, explica a psicanalista Patrícia Nakagawa.


9. Educa-se o tempo todo

Lembre-se: educar é uma atividade contínua e você precisa dar o exemplo. “A educação é um processo que não ocorre apenas em situações de desobediência. A criança aprende muito por meio do que observa em seu cotidiano”, diz Patrícia Nakagawa. Por isso, seja verdadeiro.“Se enganamos ou mentimos uma vez, as crianças podem perder a confiança nos pais”, completa Adriana Tanasovici.


Texto extraído de: http://delas.ig.com.br/filhos/

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Pecados Maternais

Ai ai.... tava há algum tempo mirabolando sobre esse post..... seria uma boa idéia contar á todos meus deslizes como mãe????????? Tá, eu sei e sempre soube que não queria ser uma mãe perfeita, rs! Mas sempre quis ser uma mãe por inteiro, uma mãe completa, um super mãe!!!!!!
Vamos começar o confessionário:


  • Já deixei a Isabela dormir sem banho
  • Já deixei ela jantar chocolate 
  • Já fingi não perceber ela se encostando na minha cama durante a noite para não ter que levantar e levar ela pra cama dela, e no dia seguinte, acordei e disse: o que vc tá fazendo aqui sapeca? a mamãe nem percebeu!!! Rs
  • Já peguei chupeta do chão, coloquei na minha boca pra limpar e dei à ela....hahahahah
  • Já deixei ela abusar da minha paciência só pra não ter que ficar brava com ela e aplicar as minhas regras tão bem seguidas
  • Já deixei ela brincar até cansar e dormir as 2:00 da manhã num dia de festa na Chácara do Vovô Darcy
  • Já lavei mamadeira na pia de hotel com preguiça de sair do quarto para lavar apropriadamente
  • Já deixei ela ficar sem almoçar pra não perder um minuto da brincadeira com as priminhas
  • Já dei uma mordidinha um pouco mais pesada que a prevista e ela chorou.......... tadinha!
  • Já coloquei roupa demais e roupa de menos.....
  • Já atrasei a entrada dela na escola só para dormirmos mais um pouquinho, agarradinhas.....
  • Já deixei ela dormir sem jantar e sem banho de tanto sono...
Nossa gente, quanta coisa né..... mas sabe o saldo disso tudo????????????
Uma menina adorável, FELIZ!!!!!!!!!!!!!!!!! E uma mãe Não Perfeita que curte mesmo os momentos com a sua filha!!!!!!!

e vc? Tenta ser uma mãe perfeita?????????? Quais são seus pecados maternais????????? Conta vai!

Ana Paula Soares

quarta-feira, 26 de maio de 2010

MEU FILHO É INQUIETO OU HIPERATIVO?



Muita gente confunde estas duas coisas e acaba dizendo que seu filho é hiperativo quando ele é somente agitado e desobediente...  qual a diferença entre a agitação natural das crianças e o transtorno de déficit de atenção?



Algumas crianças apresentam sintomas de desatenção e hiperatividade e estes sintomas podem ser considerados normais em crianças que acabaram de passar situações de estresse emocional ou conflitos familiares. Nesses casos, geralmente as manifestações são passageiras. O que os diferencia do transtorno de déficit de atenção é a duração do problema e a intensidade dos sintomas. 
Assim, deve-se ficar atento e verificar se a “agitação” é insistente – durando talvez mais do que alguns meses. Isso pode ser sinal de que a desatenção é provocada não por situações estressantes ou conflitos, mas por distúrbios mais profundos.




Principais Sintomas da Desatenção, Agitação

* Não consegue prestar atenção a detalhes ou erra por descuido em atividades escolares e profissionais;

* Não consegue manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas;
* Desatenção quando lhe dirigem a palavra;
* Não segue instruções e não termina tarefas escolares, domésticas ou deveres profissionais;
* Não consegue organizar tarefas e atividades;
* Evita, ou reluta, envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante;
* Perde coisas necessárias para tarefas ou atividades;
* É facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa;
* Apresenta esquecimentos em atividades diárias.


Principais Sintomas da Hiperatividade

* Agita as mãos, os pés ou se mexe na cadeira em excesso;

* Abandona a cadeira em sala de aula ou em outras situações nas quais se espera que permaneça sentado;

* Corre ou escala em demasia em situações nas quais isto é inapropriado;

* Não consegue brincar ou envolver-se silenciosamente em atividades de lazer;

* Esta freqüentemente "a mil" ou muitas vezes age como se estivesse "a todo vapor";

* Fala demais.


Principais Sintomas da Impulsividade

* Freqüentemente dá respostas precipitadas antes das perguntas terem sido concluídas;
* Apresenta constante dificuldade em esperar sua vez;
* Freqüentemente interrompe ou se mete em assuntos de outros.

O comportamento hiperativo interfere na vida familiar, escolar e social da criança. As crianças hiperativas apresentam muita dificuldade em prestar atenção e aprender. Como são incapazes de filtrar estímulos, são facilmente distraídas. Essas crianças podem falar muito, alto demais e em momentos inoportunos. As crianças hiperativas estão sempre em movimento, sempre fazendo algo e são incapazes de ficar quietas. São impulsivas. Não param para olhar ou ouvir. Devido à sua energia, curiosidade e necessidade de explorar surpreendentes e aparentemente infinitas, são propensas a se machucar e a quebrar e danificar coisas. As crianças hiperativas toleram pouco as frustrações. Elas discutem com os pais, professores, adultos e amigos. Fazem birras e seu humor flutua rapidamente. Essas crianças também tendem a ser muito agarradas às pessoas. Precisam de muita atenção e tranqüilização. É importante para os pais perceberem que as crianças hiperativas entenderam as regras, instruções e expectativas sociais. O problema é que elas têm dificuldade em obedecê-las. Esses comportamentos são acidentais e não propositais.


Dicas:
Se a escola levantou um problema, ele deve ser levado para um profissional competente que irá orientar a família no melhor caminho a seguir. O primeiro passo, em casos assim, é fazer um diagnóstico cuidadoso, onde se verificará o comportamento da criança em várias situações. Sempre considerando as várias possibilidades do que pode estar ocorrendo com ela.
Se ela apresentar Transtorno Déficit atenção e hiperatividade é muito importante, se for o caso, que ela use a medicação com a prescrição e o acompanhamento de um médico.
Caso não tenha o transtorno, outras questões podem surgir de modo a permitir entender o quadro e ajudar a criança do melhor modo possível. O importante é que ela seja ajudada em suas reais dificuldades. Só assim ela se sentirá compreendida. O que já será de grande ajuda.
Experimente atribuir uma tarefa pequena e rápida e insista delicadamente para que seja concluída. Em seguida, não deixe de agradecer e elogiar seu filho quando a tarefa tiver sido concluída.
Faça com que a criança participe de projetos que ela goste para ajudá-la a concentrar-se. Aprender a concentrar-se alterará sua resposta ao mundo, gradativamente. Lembre-se sempre de que, além de ter um desequilíbrio do sistema nervoso que transforma em tortura o simples ato de permanecer sentado, a criança hiperativa e inteligente entedia-se facilmente. Coopere com seu filho para ajudá-lo a realmente concluir um projeto. Concluir um projeto oferecerá uma idéia de competência e maior auto-estima. O domínio e conclusão de uma tarefa requer elogio. 



Ana Paula Soares

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Livros de Cabeceira em Educação Infantil








Queridas, a pedido da minha amiga Dani, vou colocar aqui os tais livros que falei que usei para fazer aquele texto de disciplinar com amor e vários outros que tenho aqui e que uso tanto com a Isabela quanto no meu trabalho.

Comecei a lê-los na gravidez e fui me apaixonando... Uso alguns mais em casa e outros mais no trabalho, que são um pouco mais técnicos e que talvez exijam de um conhecimento maior na área de fisioterapia/terapia ocupacional. Mas são todos ótimos e recomendo

Os que li na gravidez e usei quando a isabela nasceu... 

Nana, Nenê: Como Resolver o Problema da Insônia do seu Filho - Eduard Estivill

Os Segredos de uma Encantadora de Bebês - Tracy Hogg

Soluções para Noites sem Choro - Elizabeth Pantley

A Encantadora de Bebês Resolve Todos os Seus Problemas - Tracy Hogg

Os que busquei com o tempo na educação da Isabela:

50 Maneiras de Criar Um Bebê Sem Frescura - Jenny Rosén

Estimulando a Mente do Seu Bebê - S. H. Jacob

Como Não Criar um Filho Perfeito - Libby Purves

Guia Para Pais com Pouco Tempo e Muito Carinho - Luis Muiño

Limites Sem Trauma – Tania Zagury

Tirando a Fralda Sem Choro e Sem Trauma - 

Criando Meninas – Gisela Preuschoff

Como Educar Crianças de Temperamento Forte – Ph.D. Rex Forehand

Os que uso na clínica: 

Coordenação Motora - Tara Losquadro Liddle

A Auto-Estimulação Precoce do Bebê - Henrique Klajner

A Psicomotricidade da Eduação Infantil – Pilar Arnaiz Sánchez




Ana Paula Soares

Ferramentas para disciplinar com amor


FERRAMENTAS PARA DISCIPLINAR COM AMOR

  •     Seja firme, porém amável.
  •    Trate os filhos com respeito. É fundamental tratar os filhos com o mesmo respeito dedicado aos amigos.
  •   Estabeleça rotinas familiares diárias, em cujo planejamento é imprescindível que haja a participação dos filhos.
  •     Estabeleça limites. Quanto menor for a criança, de mais limites ela necessita.
  •    Estabeleça regras. 3 ou 4 normas básicas e bem estruturadas. Quanto menos regras houver é mais fácil que a criança as cumpra.
  •   Deixe as crianças experimentarem as conseqüências de seus atos. Convém permitir que a criança aprenda com base nas próprias experiências. Permita que os filhos se responsabilizem pelas próprias vidas
  •     Seja consistente. Quando disser algo, cumpra; do contrário, não prometa nada.
  •     Seja claro nas mensagens transmitidas.
  •    Evite as cantilenas: fale pouco e de modo claro (no máximo, 10 palavras). A cantilena desgasta e a criança a longo prazo passa a não ouvir mais nada e não aprender. A palavra se desvaloriza quando é utilizada em excesso. Em certos casos, é melhor agir em vez de falar.
  •    Elogie o esforço, não apenas o resultado. Em um quadro relacione os progressos avançados pelos filos. Recompense o esforço diário.
  •     Constantemente, verifique a causa original de cada comportamento.
  •     Estabeleça metas a serem cumpridas a curto prazo; com os filhos, nada funciona a longo prazo.
  •    Não use métodos punitivos pois causam efeitos devastadores à auto-estima, podendo torná-los agressivo, com desejos de vingança.
  •    Utilize o sistema do “tempo para refletir” ao invés do castigo, para que os ânimos se acalmem. No caso de crianças pequenas, este tempo de refletir deve ser imediato à ação negativa.
  •     Busque em grupo a solução para os problemas (reuniões familiares).
  •    Certifique-se de que eles se sentem amados. Demonstre amor. O amor é expresso por meio dos comportamentos e dos atos cotidianos, e também de modo verbal e físico. Ex.: Digo e faço isso porque gosto de você!
  •    Proponha à criança opções limitadas. Ex.: Que pijama você quer vestir, o azul ou o verde? O que você prefere fazer primeiro, vestir o pijama ou escovar os dentes? Isso vai proporcionar a sensação de que também participa das decisões de sua vida.
  •    Tenha em mente a independência da criança. Assim que conseguir dominar uma habilidade a dica é permitir que elas o façam. 
  •    Dedique um momento a cada filho exclusivamente. Momentos individuais são a base para uma boa disciplina. A proximidade física é essencial neste momento.
  •   Transmita mensagens de aprovação. A cada duas mensagens de aprovação deve haver somente uma de desaprovação no máximo.
  •     Seja o exemplo vivo de seu filho, não diga palavrões, não fume, não faça nada que não quer vê-lo fazendo ou dizendo.
  •    Evite dizer “NÃO” a todo momento. Só diga quando houver um motivo concreto. Dizer “SIM” sempre que possível e “NÃO” sempre que necessário deverá ser seu lema.
  •    No caso de crianças pequenas, as birras são freqüentes. Neste caso, não preste atenção às birras. Retire-se e ignore o comportamento negativo. Quando a criança se acalmar diga-lhe que este comportamento não é aceitável.

“O ato de criar os filhos é um processo complexo, que não está isento de erros involuntários. É um caminho de crescimento, tanto para os pais como para os filhos”
“Dar limites absolutamente não se choca- nem é oposto, como muitos pensam- com dar amor, carinho, atenção e segurança”

Gente, o que tem pra hoje é isso!!!! Acredito que para ter um filho obediente, saudável mentalmente, amável, amado, respeitados é necessário ter regras, limites, é necessário ser disciplinado!!!! Uso este texto que criei baseada em alguns livros de educação infantil que são meus livros de cabeceira, meus amigos inseparáveis no trabalho e em casa. Leio e releio sempre....
Se sigo à risca tudo, se nunca erro, se sou a mãe perfeita??????????? Longe disso, muito longe disso, tenho a perfeita noção de que a teoria é muito diferente da prática, nem sempre temos filhos que se adaptam facilmente às dicas citadas acima e há filhos (acredito que a maioria) que nos desafia a todo momento.... Eu tento...eu tento seguir, sigo muitassss destas ferramentas a maioria do tempo! E sei que dão resultado! 
As mães dos meus pacientinhos já conhecem este texto, rs! 

Bjosssssssss no coração!

Ana Paula Soares


terça-feira, 11 de maio de 2010

Dúvidas que os pais tem....

Gente, hoje vim aqui tirar postar algumas perguntas e respostas de dúvidas que os pais tem sobre posicionamento, postura dos bebês, sobre estimulação, atrasos, etc... Ressalto que são as minhas singelas opiniões baseadas nas minhas experiências como Terapeuta Ocupacional. Não tenho a absoluta verdade sobre o assunto e se alguém discorda ou tem alguma sugestão adicional ficarei feliz em saber... por favor me mande!!!

1-Percebi que meu filho fica sempre sentado com as pernas dobradas para fora, formando um W! Por que ela faz isso? Devo deixar?
Resposta: Alguns bebês ficam nesta posição pois não tem muita estabilidade e controle de tronco, e nesta posição se sentem mais seguros, pois aumentam a base de apoio não precisando se equilibrar. O que pode estar acontecendo é que esta criança apresenta uma hipotonia muscular e terem um atraso no desenvolvimento, demorando para engatinhar ou andar. Ressalto que acredito ser muito importante não pular fases, ou seja, a criança deve sim engatinhar. Sentar-se nesta posição também pode afetar os ligamentos e a estrutura óssea do quadril e dos joelhos. Ou seja, você deve evitar que seu filho fique nesta posição. 


2-A coluna da minha filha fica curvada quando coloco sentada.Isso é normal?
Todos os bebês quando começam a sentar sentam-se com a coluna curvada, primeiramente apoiando as mãos no chão á frente pois não tem a musculatura da coluna forte o suficiente. É importante ressaltar que tudo tem a sua hora e não devemos estimular nossos filhos a sentarem muito cedo, nem ficarem em pé, muito menos andarem. Eles precisam desenvolver bem toda a musculatura e para isso é importante deixar que cada bebê sente, fique em pé e ande no seu tempo. Quando o bebê tiver a musculatura desenvolvida e forte o suficiente ele sentará com a coluna mais ereta. É importantíssimo nesta fase deixar o bebê deitado de costas para desenvolver a musculatura do abdome quando brinca com os pés por exemplo e deixar também deitado de barriga para baixo para desenvolver bem o controle de cabeça. 



3- Eu li que os bebês não precisam engatinhar -o que o desenvolvimento deles não fica comprometido se pularem este estágio.Essa informação é verdadeira?
Não se pode afirmar que bebês que não engatinham apresentam atraso em outras fases, porém, tenho observado muito que bebês que não engatinham geralmente apresentam pouca força nos braços, tronco, quadril, mãos, pernas, e o bom desenvolvimento e força destas musculaturas é importante para que seu filho desenvolva uma boa coordenação motora grossa e fina, tanto para subir, pular, saltar, pegar e manipular objetos pequenos e mais tarde desenhar e escrever. Então acredito que é importante que a criança explore o engatinhar... Deixe o seu filho no chão... Se ele não ficar no chão pode ser que não engatinhe mesmo!



4-Por que minha filha não quer andar na bicicleta?

Andar de bicicleta inicialmente exige muito da criança. A criança precisa de bom planejamento motor, equilíbrio mesmo com as rodinhas, coordenação motora, força muscular. Se ela não tiver tudo isso bem desenvolvido esta tarefa pode não ser muito prazerosa para esta criança. Ajude-a para ela perceber como isso pode ser divertido. Não force....



5-Levo meu filho a uma escolinha de esportes uma vez por semana. A maioria das crianças gosta da aula,mas meu filho não gosta de participar e reclama que não quer ir. Ele realmente precisa fazer algum esporte? Não posso deixá-lo fazer atividades de que gosta como jogos de computador, videogame e livros? Sinto que estou forçando por nada?

É importante sim estimular que seu filho exerça alguma atividade para que seja fisicamente ativo. As atividades físicas trabalham com movimento, melhorando o equilíbrio, coordenação motora grossa (que é super importante para que se desenvolva a coordenação motora fina, como escrever) e força mão muscular. Entretanto não se deve forçar e nem escolher por ele... Ofereça, faça-o experimentar, observe os gostos e preferências de seu filho. Se ele não gosta de futebol, de bola, ofereça que ele experimente a natação. Se sua filha não gosta de natação, ofereça que ela experimente o ballet. Observe que esta atividade lhe traz prazer e não é de um grau de dificuldade muito grande para sua idade. Devemos estimular nossos filhos a terem confiança para tentar, para persistir nas atividades... nem sempre será inteiramente prazerosas, mas a vida é assim, certo??? 


6-Meu filho de cinco anos quer participar de muitas atividades como futebol, tênis e escalada.No entanto, ele não é tão coordenado ou rápido quanto as outras crianças com quem joga. Ás vezes, elas zombam dele. Devo mantê-lo nessas atividades ou direcioná-lo para fazer atividades em que ele possa se sair melhor?


Olha, acredito que seu filho gosta destas atividades ele deve ter a chance de praticá-las, mesmo não sendo tão bom. Com a prática é bem capaz que ele fique melhor... Lembra o que falei na pergunta anterior? O prazer e o interesse são fundamentais.... Você deve se preocupar muito mais com o grau de confiança dele do que com a competência que ele apresenta nestas atividades. Ele deve ser estimulado a tentar e continuar tentando. Se ele realmente não conseguir acompanhar não veja isso como problema. O problema poderá surgir se voçe tirar ele da atividade e ele perceber que é porque você acha que ele não é bom suficiente na prática. Aí sim, isso poderá abalar sua auto-estima e confiança e ele não querer mais tentar outras atividades. 
Se o problema persistir, você pode pedir ajuda ao pediatra e solicitar uma avaliação de um fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional.





7-Gostaria muito que meu filho de quatro anos aprendesse a tocar piano. De que habilidades anteriores ele precisa?
Lembrando novamente que ele deve ter interesse, ou pelo menos estar disposto a experimentar, ele deve ter destreza dos dedos... Você pode estimular isso dando a ele massinha de modelar, argila, pintura, deixar ele desembrulhar balas, pegar moedas, pegar feijão cru (ajudar você a escolher feijão e arroz por exemplo). Brincar com bolinha de gude.  Estimule ele a abrir e fechar maçanetas, potes de vidro, abotoar e desabotoar, dar laço nos tênis, etc.... 



8-Minha filha tem cinco anos e não consegue vestir. Por que isso é tão difícil para ela?
Isso depende de alguns fatores. Primeiro os pais devem ter paciência e deixar as crianças fazerem estas atividades desde o momento que mostram interesse a habilidade para isso. Vejo muito os pais fazendo estas atividades para os filhos pois é mais rápido.... Além disso, o ato de se vestir engloba habilidades básicas como equilíbrio, consciência perceptiva direito/avesso, frente/costas, estabilidade e mobilidade, destreza nos dedos e transferência do peso. Ele irá desenvolver estas habilidades tentando, fazendo, errando, não conseguindo, e depois conseguindo!!! Estimule sua independência! Elogie, fique feliz com suas conquistas....



9-Por que minha filha de três anos não pula com os dois pés?
Pular é uma tarefa bem difícil. A criança precisa de força, equilíbrio, bom planejamento motor, coordenação motora bilateral. Estimule primeiro que ela aprenda a bater palmas, pegar uma bola, fazer coisas que ela use as duas mãos ao mesmo tempo. Você vai observar que ela vai conseguir pular com um pé de cada vez inicialmente. Depois provavelmente conseguirá pular com as pernas separadas, ou abertas, e só depois de adquirir uma boa coordenação motora bilateral é que conseguirá pular com os dois pés juntos e ao mesmo tempo.  



10-A escola me chamou para discutir a possível necessidade de terapia ocupacional para o meu filho. Eles disseram que ele tem dificuldade em segurar o lápis e giz de cera. Também é difícil para ele desenhar figuras. Ele já tem quatro anos e não creio que isso deva ser considerado problema. Acredito que nunca ensinaram-lhe a pegada correta. 
 A maioria das crianças de 2, 3 anos consegue segurar um lápis e desenhar automaticamente. Pode ser que esta criança apresenta uma hipotonia muscular ou dificuldade de planejamento motor. Pode ser também que não tem estabilidade suficiente para manipular bem o lápis. Como já disse anteriormente, observo que crianças que apresentam dificuldade de coordenação motora fina são crianças que tiveram atraso no desenvolvimento, talvez não engatinharam.... Lembram-se que engatinhar ajuda na organização e no fortalecimento de membros superiores?? Neste caso, sugiro uma avaliação de um terapeuta ocupacional porque mais tarde a criança pode apresentar outras dificuldades como colorir, desenhar, recortar e escrever.






Ana Paula Soares